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Rainbow Mountain Peru

Rainbow Mountain – A incrível montanha colorida do Peru

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Quando decidi ir ao Peru, mais especificamente a Machu Picchu, nunca havia ouvido falar da Rainbow Mountain. Eu sabia que existia uma montanha colorida da China, mas não fazia ideia que tão pertinho da gente tinha uma maravilha da natureza que nem essa. Assim que descobri sobre ela, mudei todo o roteiro da minha viagem, eliminando Lima, e me concentrando apenas em Cusco.

RAINBOW MOUNTAIN

Originalmente chamada de Vinicunca, a Rainbow Mountain, também é conhecida como Montanha de 7 cores ou Montanha do Arco-Íris. Localizada a cerca de 100 km de Cusco, no distrito de Pitumarca, a montanha está a 5.200 metros acima do nível do mar. Atualmente é a segunda principal atração turística do Peru, perdendo apenas para Machu Picchu.

A Rainbow Mountain recebeu esse nome devido a presença de diversos minerais, que confere um aspecto colorido a montanha.

  • Rosa: resulta da mesclagem de argila vermelha, lama e areia.
  • Branco: arenito e calcário.
  • Roxo: marga e silicatos.
  • Vermelho: argilitos e argilas.
  • Verde: argilas ricas em minerais ferromagnesianos e óxido de cobre.
  • Marrom: rocha com magnésio.
  • Mostarda: limonites, arenitos calcários ricos em minerais sulfurosos (combinados com enxofre).

COMO CHEGAR

Não é tão simples chegar até a Rainbow Mountain. Em Cusco praticamente todas as agencias oferecem esse passeio coletivo. São muitas agencias espalhadas pelo centro, com preços parecidos, que variam de $ 40 a $ 65 (soles peruano). O passeio começa com o pick-up no hotel às 4:30. Efetivamente só saímos de Cusco por volta das 6 horas. Portanto, prefira a agencia que te busque o mais tarde possível, assim poderá dormir um pouco mais. Neste preço está incluso o transporte, guia, café da manhã e almoço.

Saindo de Cusco, nos dirigimos até o distrito de Cusipata, a cerca de 1:40 de Cusco, para o café da manhã (bem simples). Após o café da manhã, seguimos por mais 1 hora, até o limite da montanha, onde começamos nossa caminhada.  No retorno para Cusco, paramos no mesmo local, em Cusipata, para o almoço. O passeio termina no centro de Cusco, próximo a praça das armas.

Sobre a agencia de turismo

Uma coisa que eu notei é que é um pouco irrelevante a agencia de turismo que você escolhe. As vans são alugadas e vão pessoas de várias agencias juntas. Pelo que eu pude observar é tudo bem padrão. Na mesma agencia fechei dois passeios, esse da Rainbow Mountain, e outro, a Laguna Humantay. Com o primeiro ocorreu tudo mil maravilhas, já o segundo deixou MUITO a desejar.

TREKKING PELA RAINBOW MOUNTAIN

A caminhada já começa a cerca de 4.200 metros acima do nível do mar. De cara, começamos com uma subida relativamente ingrime. Esse é o primeiro teste de fogo. Com o ar rarefeito e o sangue ainda frio, essa primeira subida é muito desgastante. Mas não desanime, como eu disse, é apenas o primeiro teste de fogo. O resto do caminho é mais tranquilo, variando entre pequenos trechos de subida e descida, e áreas relativamente planas. O percurso só volta a ficar realmente ruim no finalzinho, com duas subidas ingrimes.

A montanha possui dois pontos de observação. O primeiro está a 5.036 metros acima do nível do mar, e é onde fica a maior concentração de pessoas. O segundo está a 5.200 metros acima do nível do mar. No primeiro ponto já é possível ver a montanha com toda sua glória, porém o número de pessoas atrapalha um pouco. O nosso grupo demorou um pouco para chegar até aos pés da montanha e infelizmente não tive tempo de subir até o fim dela. Mas subi até aproximadamente 5.100 metros e já mudou completamente o visual.

Distancia e altitude

São aproximadamente 8 km ida e volta, numa caminhada que seria extremamente fácil, não fosse a altitude. Quando viajei ao Peru, li muito sobre essa questão, mas não fazia ideia de como é difícil. Sou acostumada a fazer trilha no Brasil, mas não se compara com fazer trilha em altitude elevada. Sério. Na subida final, a cada 3 passos, o coração disparava de maneira frenética. A boa notícia é que você não está realmente cansada, é apenas a altitude. Então, se você para por 1 minuto, seu coração normaliza, e você recupera o fôlego necessário para continuar.

Esforço a parte, a paisagem durante a trilha é simplesmente sensacional. Abaixo selecionei algumas fotos só para ter noção do que eu estou falando.

Dica:

Caso você não consiga subir a montanha a pé, é possível alugar cavalos que te levam até aos pés da montanha. O preço varia de acordo com a distancia que já percorreu. Começa com $ 70 e vai diminuindo. Mas lembra das duas subidas finais? Então, você terá que subi-las a pé mesmo, pois os cavalos não chegam até lá.

Particularmente não gosto dessa ideia. Para mim, parte da graça desse passeio, é o desafio. Ao longo do caminho, conhecemos várias pessoas. Como está todo mundo no mesmo barco, todo mundo se ajuda, se motiva. Essa experiencia sem dúvida tornou o passeio muito mais interessante. O sentimento de conquista ao chegar no final é indescritível. Por isso, recomendo que faça o passeio a pé. Vá com calma, respeite seu ritmo, mas vá a pé.

O que vestir e o que levar na mochila

Quando decidi fazer esse passeio, muitas dúvidas surgiram, principalmente sobre o que vestir. Eu viajei ao Peru durante o inverno, em Junho, e a montanha descampada é extremamente alta. Então imaginei que faria um frio tremendo. Comprei inúmeras camadas de roupas, que levei comigo e serviram apenas de enchimento na mochila.

A verdade é que faz um sol de rachar e quase nada de frio. Durante a caminhada, em que fazemos grande esforço físico, fiquei apenas com a segunda pele térmica, e foi mais que suficiente. Nos momentos em que estava parada, era necessário colocar a jaqueta corta-vento. Apenas isso.

Na mochila, é imprescindível levar:

  • Água: no mínimo (mínimo mesmo) 1 litro;
  • Folha de coca: ajuda a aliviar os sintomas da altitude e dá energia;
  • Protetor solar: caso não use luvas, passe na mão também, pois queima MUITO;
  • Protetor labial: o sol, o vento e o tempo seco resseca muito os lábios;
  • Chocolates energizantes, tipo snickers, barra de cereal e outros lanches rápidos: para mim foi essencial para conseguir prosseguir até o final;
  • Câmera fotográfica;
  • Chapéu, boné ou touca: eu não levei e senti falta;
  • Óculos de sol;
  • Água floral: gente, ajuda muito para respirar. Eu não levei, mas durante o caminho muita gente me emprestou e ajudou muito, muito mesmo.
  • No mais, evite levar qualquer coisa desnecessária, que apenas fará peso, volume e te atrapalhará.
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Fazer um blog de viagem era um sonho antigo, que finalmente consegui realizar. Adoro escrever, falar de viagem e ajudar as pessoas a encontrar a próxima rota incrível para chamar de sua. Sou filha de fotógrafos e herdei dos meus pais a paixão por fotografia. Mas mais do que tudo, adoro viajar, conhecer novos lugares, novas culturas. Para mim viajar é terapia, é aprendizado, é realização. Tem uma frase de Santo Agostinho que me define completamente, que diz que "o mundo é um livro, e aqueles que não viajam leem somente uma página".